Tire suas dúvidas sobre o HPV e a vacinação em meninas e meninos

O que é o HPV?

HPV é o codinome do papilomavírus humano, um agente infeccioso que se instala na pele ou em mucosas e tem o poder maligno de provocar infecções, verrugas genitais e cânceres – como o de colo do útero e o de pênis. A vacina detona os vírus e, por isso, ela é tão importante nessa fase da vida dos adolescentes.

Existem mais de cem diferentes tipos de HPV, mas os principais são combatidos com duas doses da vacina, que estão disponíveis gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Meninos de 12 e 13 anos e meninas de 9 a 14 anos devem se imunizar procurando uma unidade de saúde com a caderneta de vacinação, que mostra seu histórico de vitórias contra os vírus. Essa é a primeira vez que jovens do sexo masculino entram no esquema vacinal de HPV do Ministério da Saúde.

Como ocorre o contágio do HPV?

A transmissão ocorre por contato direto com a pele ou mucosa infectada, não necessariamente apenas por relações sexuais.

Também pode ser transmitido de mãe para filho durante o parto.

Quais os tipos de HPV que apresentam risco de desenvolver o câncer?

O HPV pode ser classificado em tipos de baixo e de alto risco de desenvolver câncer. Existem 12 tipos identificados como de alto risco (HPV tipos 16, 18, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58 e 59), que têm probabilidade maior de persistir e estarem associados a lesões pré-cancerígenas.

Os HPVs de tipo 16 e 18 causam a maioria dos casos de câncer de colo do útero em todo o mundo (cerca de 70%). Eles também são responsáveis por até 90% dos casos de câncer de ânus, até 60% dos cânceres de vagina e até 50% dos casos de câncer vulvar.

Os HPVs de tipo 6 e 11, encontrados na maioria das verrugas genitais (ou condilomas genitais) e papilomas laríngeos, parecem não oferecer nenhum risco de progressão para malignidade.

Existe vacina contra o HPV oferecida na rede pública de saúde.
Qual o público-alvo?

Para as meninas a vacina é oferecida pelo Ministério desde 2014. Começou inicialmente para meninas entre 9 e 13 anos em 3 doses, e agora, em 2017, foi ampliada para meninas até os 14 anos em duas doses, a segunda seis meses após a primeira.

Para os meninos, a vacina HPV foi disponibilizada em 2017 para a faixa etária de 12 a 13 anos, 11 meses e 29 dias, considerando o intervalo de seis meses entre as doses. Mas, até 2020, a faixa etária masculina será ampliada gradativamente para meninos a partir de nove anos de idade. Este ano (2017), todos os homens vivendo com HIV/Aids, entre nove e 26 anos, também podem receber a vacina, sendo o esquema de 3 doses (0, 2 e 6 meses). Nesses casos, é necessária a prescrição médica.

A vacina é por via oral ou é injeção?

O procedimento é realizado via intramuscular, ou seja, injeção de apenas 0,5 ml em cada dose.

Quem já teve diagnóstico de HPV pode vacinar?

Pode! Desde que esteja na faixa etária estipulada. Existem estudos com evidências promissoras de que a vacina previne a reinfecção ou a reativação da doença.

Por que a vacina HPV não é introduzida para todas as faixas etárias no País?

A vacina é potencialmente mais eficaz para adolescentes vacinados antes do seu primeiro contato sexual, uma vez que a contaminação por HPV ocorre juntamente ao início da atividade sexual.

A proteção dura a vida toda?

Até o momento, sabe-se com convicção que a vacina pode proteger por 9 anos, mas a imunidade relacionada à vacina ainda não foi determinada, principalmente pelo pouco tempo em que é comercializada no mundo, que é desde 2007.

Embora se trate da mais importante novidade que surgiu na prevenção à infecção pelo HPV, ainda é preciso aguardar o resultado de estudos em andamento para fornecer mais dados sobre a duração da proteção e necessidade de doses de reforço.

A vacina HPV pode ser administrada concomitantemente com outra vacina?

A vacina HPV quadrivalente pode ser administrada simultaneamente com outras vacinas do Calendário Nacional de Vacinação (PNI), sem interferências na resposta de anticorpos a qualquer uma das vacinas. Quando a vacinação simultânea for necessária, devem ser utilizadas agulhas, seringas e regiões anatômicas distintas.

A vacina HPV provoca algum efeito colateral?

A vacina contra o HPV é uma vacina segura e recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Já é utilizada como estratégia de saúde pública em quase 100 países que realizaram a aplicação de mais de 175 milhões de doses desde 2006, sem registros de evidências que pudessem pôr em dúvida a segurança dessa imunização.

Os eventos adversos mais comuns relacionados à vacina HPV são os mesmos relacionados às outras vacinas, como reações locais (dor, inchaço, e vermelhidão), dor de cabeça e febre, em menor incidência. Eventualmente, podem ocorrer desmaios, formigamento nas pernas, fatos que podem ser observados ao se aplicar medicações injetáveis em adolescentes e não relacionado especificamente à vacina HPV, mas ao medo de tomar injeção.

Em quais situações a vacina contra o HPV não deve ser administrada em meninos/homens?

Não deve ser administrada em meninos/homens com:

– hipersensibilidade ao princípio ativo ou a qualquer um dos excipientes da vacina;

– história de hipersensibilidade imediata grave à levedura; ou que desenvolveram sintomas indicativos de hipersensibilidade grave após receber uma dose da vacina HPV.

Vanguarda

O Brasil é o primeiro país da América do Sul e o sétimo do mundo a oferecer a vacina contra o HPV para meninos em programas nacionais de imunizações. A faixa-etária será ampliada gradativamente, até 2020, quando serão incluídos os meninos com 9 anos até 13 anos*.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Blog da Saúde