PMDB Mulher-RJ faz campanha em prol do Outubro Rosa na Feira de São Cristovão

O PMDB Mulher-RJ, em parceria com órgãos públicos e a sociedade civil, realizou campanha em prol do  Outubro Rosa na Feira de São Cristóvão, um dos pontos turísticos da cidade do Rio de Janeiro. O objetivo da ação foi alertar as mulheres quanto à prevenção contra o câncer de mama, mobilizando  militantes do partido que no último sábado (15/10) distribuíram material de conscientização para os feirantes e visitantes do mais importante polo da cultura nordestina fora do Nordeste.

O encontro reuniu 15 profissionais da Secretaria Municipal de Saúde, médicas e agentes comunitárias da Clínica da Família Estivadores, instrutoras da Casa da Mulher Carioca Dinah Coutinho, integrantes da União Geral de Trabalhadores (UGT) e do Sindicato dos Trabalhadores de Informática do Estado do Rio de Janeiro (Sindierj), além de 20 partidárias do PMDB-RJ.

Segundo a presidente do PMDB Mulher-RJ, Kátia Lobo, foram distribuídos mais de 10 mil panfletos e 35 caixas de preservativos, além de laços cor de rosa, símbolo do Outubro Rosa. Ela acredita que o diferencial dessa ação na Feira de São Cristóvão foi contar também com o apoio dos feirantes na campanha. “Esse é o segundo ano que atuamos lá. Agradecemos o apoio de todos os feirantes e ao presidente do Centro Municipal Luiz Gonzaga de Tradições Nordestina, Antônio Helismar Leite, que abriu as portas da feira e sempre nos dá toda a estrutura para que esse evento aconteça”, disse Kátia.

Para o gestor da Feira de São Cristovão, Marcelo Fraga, o PMDB Mulher-RJ cumpre um papel fundamental em reunir parceiros para a divulgação da campanha. “É muito satisfatória essa parceira porque nosso projeto integra as secretarias do município e organizações sociais. É extremamente avançado para um partido político ter uma equipe e construir uma proposta como essa. O PMDB Mulher e a própria associação dos feirantes ajudam a despertar a população para a causa do Outubro Rosa”, elogiou Marcelo.

5 minutos com Karla Barcellos: ‘Nosso maior problema é lutar para que as pessoas conheçam o lúpus’

Karla BarcellosDiagnosticada com lúpus há cinco anos, a jornalista Karla Barcellos, fundadora do Canal 36 de Niterói e assessora da deputada Soraya Santos (PMDB-RJ), conta sua experiência com essa doença crônica pouco conhecida até pelos próprios médicos. A história de luta de Karla contra o lúpus estimulou o PMDB Mulher a se engajar na Campanha Maio Roxo para esclarecimento do problema.

1)     Como descobriu que tinha lúpus e que informação tinha sobre a doença na época?

Nosso maior problema hoje é lutar para que as pessoas conheçam o lúpus. Eu tenho há cinco anos, e meu diagnóstico completo foi feito há dois. Tive vários diagnósticos e muitos deles errados. Meu primeiro diagnóstico foi de esclerose múltipla. Eu achava que ia morrer e, com o tempo, vi que não era nada disso. Para cada pessoa, o lúpus se manifesta de um jeito. Comecei com dores articulares, queda de cabelo e problemas no pulmão, mas é normal a vermelhidão na bochecha. Todos que tem o lúpus apresentam, em crise, o rush malar, além de sintomas neurológicos.

2)     Muitas pessoas se abatem ao receber o diagnóstico de uma doença. Como superou o pessimismo e manteve a vida profissional?

Através dos grupos, começamos a conhecer pessoas iguais e que trocam experiências. Por isso, hoje a gente luta para que as pessoas conheçam o lúpus. Elas perguntam: “Isso pega?”. É um preconceito em relação à doença. Vê-se que há muita pouca informação porque os médicos não estão preparados. Há relatos de amigos que perderam o emprego porque os chefes não compreenderam o problema, ou pessoas que abandonaram o casamento e se deprimem. A Sociedade Brasileira de Reumatologia fez uma cartilha, mas ela não tira todas as dúvidas. Então, quando estamos em grupo, vemos que não estamos sozinhas.

3)     Como avalia hoje sua relação cotidiana com a doença?

É muito difícil porque os sintomas são muito variados e intensos. Variam desde dores articulares, que não são visíveis para quem não convive com você, a manchas na pele. O lúpus também abaixa a imunidade, e não existe remédio específico para a doença. Portanto, nunca sabemos quando o lúpus estará em fase remissão e quando a doença voltará a atacar. Como medida de prevenção, considero, por exemplo, o protetor solar muito importante. Ele nos proteger dos raios solares e nos torna menos exposta, evitando problemas de recaída.

4)     Qual a importância da Campanha do Maio Roxo para a conscientização das mulheres sobre o lúpus?

O Maio Roxo vem trazer a consciência de que há pessoas que lutam por essa doença, desconhecida até pelos médicos. É preciso reconhecer os direitos dos portadores de doenças crônicas. Hoje um apoio ao portador para que não deprima com os sintomas, à família para ter condições de lidar com a doença. É um mês importante para se falar sobre a doença. Imagina um médico que não conhece o sintoma? Agora, por exemplo, existe uma lei que garante o direito ao protetor solar, já que muitos pacientes não têm recursos para adquiri-lo.

5)     Como analisa o papel do PMDB Mulher do Rio que desempenhará na divulgação do tema?

Acho extremamente importante o trabalho das mulheres do partido. Elas sempre estiveram empenhadas em outras campanhas, como o Outubro Rosa e o Novembro Azul. O PMDB Mulher é fundamental não apenas para as pessoas do partido, mas às pessoas que não são ligadas à política, que percebem que há um grupo se mobilizando em prol dos portadores de lúpus. A ajuda delas é muito valiosa.

A importância da união entre as mulheres e a construção de uma sociedade mais igualitária

marianaVivemos tempos difíceis e a sociedade continua sobrecarregando a classe feminina. Apesar de estarmos em pleno século 21, o machismo e o preconceito ainda imperam vitoriosos sobre as mulheres. É chegado o momento de praticarmos efetivamente a  sororidade, de deixarmos de lado antigas rivalidades semeadas por esta sociedade machista.

O movimento feminino precisa unir-se e compreender que a dor de uma mulher , embora seja diferente da realidade a que a outra está acostumada, representa também a dor de todas.Precisamos levantar a nossa voz, não para bradarmos aos quatro ventos em vão, mas para reivindicarmos nossos direitos e defendermos nossos pontos de vista.

É inadmissível que em pleno 2016 ainda haja mulheres preconceituosas com a liberdade de outras mulheres. Não podemos permitir que essa afronta moral continue estabelecendo limites e fronteiras para nós. Nós mesmas nos colocamos muros quando deveríamos estar construindo pontes!

Somos livres! Precisamos exercer a liberdade dos nossos quereres como qualquer ser humano e não podemos ter o nosso caráter medido por classificações de uma visão paternalista e retrógrada. A mulher precisa reconhecer e acreditar no seu potencial e creio que um dos meios fundamentais para que esta luta seja bem sucedida é o engajamento político. Estamos cada vez mais preparadas para este combate que visa unicamente oferecer ao sexo feminino o direito de exercer a sua humanidade, sem a necessidade de prender-se a estereótipos.

A Política é o caminho mais seguro para que as diferenças sejam dirimidas e para que possamos transformar este cenário ainda desolador em um quadro favorável para a força feminina. Muitas de nós, por exemplo, desconhece ainda o significado da palavra sororidade que mencionei ao iniciar o texto.

Sororidade significa uma relação de irmandade entre as mulheres, significa união, defesa, uma aliança solidificada na empatia e companheirismo que visa alcançar objetivos em comum. É se incomodar com o assédio sofrido pela colega de turma, é se denunciar a violência física sofrida pela vizinha, é apoiar a colega de trabalho que foi discriminada por ser mãe solteira, é engajar-se na luta contra o racismo e homofobia. É sentir através da outra o reflexo do que poderia ser com você, afinal nenhuma de nós está livre desses acontecimentos.

Portanto, mulheres, apoiai-vos! Que possamos compreender a necessidade da outra, que possamos estender a mão mesmo quando tudo nos parece confortável. Precisamos nos ajudar, lutar e acabar com esse conceito separatista, que tende a segregar mulheres e dividi-las em classes pois na verdade, somos parte de um mesmo corpo e para que esse corpo consiga finalmente dar passos em direção ao progresso libertador, só nos resta compreender que cada uma exerce um papel fundamental para a transformação da sociedade.

Somente através da união, será possível! Juntas somos fortes, UNIDAS somos IMBATÍVEIS!

Por: Mariana Helayel, Presidente do PMDB MULHER Rio Bonito/RJ.

5 minutos com Terezinha Lameira: ‘Temos o dever de promover a cidadania das cariocas’

1380148_10200110144191242_941718412_nA pedagoga e militante do PMDB Mulher-RJ, Terezinha Gomes Lameira assumiu a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM-Rio) da Prefeitura do Rio. Defensora, de longa data, da promoção dos direitos femininos, ela conta sua experiência e como pretende dar continuidade às políticas públicas já implantadas no município.

1.    Como começou a se envolver com política?

Meu envolvimento com a política começou por ser professora e acompanhar os movimentos por educação quando ainda era filiada no PDT. Sempre me engajei em defender as minhas ideias, e acredito que, como profissional de educação, ganhei experiências fazendo de tudo um pouco. Fui convidada para a Secretaria de Estado da Educação, cheguei à presidência da Faetec e depois fui vice-presidente da FESP-RJ. Eu retornei à Prefeitura do Rio, em 2009, com a missão de implantar a coordenadoria de políticas para as mulheres. Agora, estou voltando como secretária. Toda a minha formação sempre foi voltada para a área social e, a partir de 2009, passei a atuar com o movimento de mulheres do PMDB.

2.     Como foi convidada para integrar a secretaria?

O convite para a secretaria partiu do prefeito Eduardo Paes. A secretaria é um espaço de reconhecimento das lutas da PMDB Mulher. Nós estamos construindo há muito tempo essa oportunidade de participação.

3.     O que motiva sua participação na secretaria?

A luta pelos direitos das mulheres vem sendo travada há muitos anos por muitas companheiras que nos antecederam e fizeram que nossas bandeiras pudessem ser levantadas. Nosso principal objetivo é trabalhar pelo empoderamento e autonomia das mulheres, e temos o dever de promover a cidadania das cariocas.

4.     Quais medidas pretende desenvolver à frente da pasta?

O Brasil é signatário de acordos internacionais sobre direitos das mulheres, assim como o município do Rio está integrado aos programas de promoção de empoderamento feminino a nível federal e estadual. Temos hoje uma casa de abrigo, o Centro Especializado de Atendimento à Mulher Chiquinha Gonzaga, na Praça Onze, e duas Casas da Mulher Carioca, em Madureira e em Realengo. Não queremos a descontinuidade de nenhuma das ações da secretaria. Nossa prioridade é fazer bem o que já está sendo feito agora, ampliando o antedimento.

5.     Como avalia o papel do PMDB Mulher na discussão de políticas voltadas para as mulheres do estado?

O PMDB Mulher tem uma ação contínua e muito importante na implementação de políticas, tendo em vista todas as leis que já conseguimos aprovar, e as atividades que são organizadas mensalmente pelo partido. O PMDB Mulher dispõe de uma estrutura partidária que dedica suas atividades o ano inteiro voltada para lutar por mais direitos.

5 minutos com Kátia Lôbo: “Não sou candidata, minha missão no PMDB-RJ é dar voz às mulheres”

Presidente estadual do PMDB Mulher, Kátia Lôbo, tem chamado atenção pelas campanhas em prol da ampliação dos direitos da mulher no estado. Neste bate-papo com a Comunicação do partido, ela esclarece que não tem pretensões de se candidatar e que seus objetivos são: a conquista de mais espaço para as mulheres na política e a garantia de direitos, como o acesso a mamografia, por exemplo.

Katia7b1) Como você avalia a participação da mulher na política atualmente?

Ainda precisamos avançar muito neste sentido. As cotas de gênero, com reserva de 30% das vagas de candidaturas partidárias foram um avanço, mas isso não é suficiente. Sabemos que muitos partidos criam candidaturas de mulheres apenas para cumprir cota, mas não dão apoio, não incentivam suas candidatas. Quanto a isso, o PMDB-RJ vem dando o exemplo. Hoje, somos o partido com a maior quantidade de prefeitas e vice-prefeitas mulheres no estado. No município do Rio, a vereadora Rosa Fernandes teve a maior votação entre seus colegas vereadores nas eleições de 2012. Foram mais de 68 mil votos, provando que as mulheres têm força. Mas ainda há muito o que fazer.

2) E qual tem sido sua prioridade à frente do PMDB Mulher no estado?

Nosso objetivo é ajudar a construir uma sociedade melhor para as mulheres, ampliando suas conquistas, especialmente quanto às políticas públicas. Fazemos um meio de campo entre elas e o poder público. Sugerimos projetos e leis, como a Lei 6.060/11, que inclui a vacinação contra o HPV no calendário do SUS, e a Lei 6.873/14, que cria o programa estadual de prevenção e investigação da sífilis congênita, ambas de autoria dos deputados peemedebistas Rafael Picciani e Bernardo Rossi. Também coordenamos e participamos ativamente de campanhas em prol do acesso à mamografia nos municípios do estado, pela ampliação do tratamento e diagnóstico precoce do câncer de mama, entre outras. Muita gente pergunta se sou candidata. Nunca pensei nisso, minha missão maior é dar voz às mulheres e faço isso com muito orgulho pelo meu partido.

3) Qual a importância de um núcleo de partido político abordar questões relacionadas à saúde?

Existe uma carência muito grande de informação sobre questões extremamente importantes. Na área da saúde, especialmente. No ano passado, nossas principais campanhas foram sobre a vacinação contra o HPV, a prevenção ao câncer de mama, no Outubro Rosa, e o câncer de próstata, no Novembro Azul. São três temas que, por terem relação, mesmo que indiretamente, com a sexualidade, encontravam muita resistência por parte de algumas pessoas. Muitas mulheres não fazem mamografia porque têm vergonha. Outros homens, por sua vez, se recusam a fazer o exame de próstata por medo de perder a masculinidade. A vacinação contra o HPV também sofreu resistência por ser feita em crianças, e muitas mães acreditavam que isso poderia estimular um início precoce da vida sexual. São preconceitos e estigmas que nós tivemos que ajudar a quebrar, através da educação e da conscientização. Tratar das questões de saúde pública é tão importante quanto debater as políticas de gênero, porque é algo que afeta as mulheres diariamente.

0I6A97114) Que outras campanhas serão realizadas pelo PMDB Mulher este ano?

Este ano, criamos a Coordenadoria Especial de Pessoas com Deficiência, e vamos focar na acessibilidade. Estamos buscando parcerias com instituições especializadas na capacitação e inclusão destas pessoas na sociedade. Também vamos sugerir propostas de inclusão aos deputados e vereadores do nosso partido. Outra linha de ação será ligada ao esporte como forma de inclusão social, pretendemos levar sugestões a todos os municípios. Além disso, criamos as coordenadorias de Gênero e Raça, Jovem Mulher, Educação e Cultura, e Sindical, para expandir ainda mais nossas ações relacionadas a estes temas.

5) Este é um ano eleitoral, como o núcleo irá trabalhar para ampliar a participação das mulheres nos cargos públicos?

Vamos para a rua apresentar nossas candidatas e suas propostas. Além disso, temos uma programação de cursos em parceria com a FUG-RJ que vão ajudar nossas candidatas a se preparar para as eleições deste ano, tirar dúvidas sobre o que pode e o que não pode fazer no período eleitoral. Hoje temos 10 prefeitas, 3 vice-prefeitas, e 13 vereadoras mulheres do PMDB no estado do Rio. Nossa meta é ampliar essa bancada, dobrando a participação feminina nas prefeituras e câmaras.

Presidente do PMDB Mulher-RJ recebe prêmio “Mulheres que Brilham”

Ainbn1sCFJH9h3m3UHv2XZWIdVABXlDwKA2kxj7zsOTPA presidente do PMDB Mulher-RJ, Kátia Lôbo, foi homenageada com o prêmio “Mulheres que Brilham” nesta sexta-feira (29/04). A honraria, concedida anualmente pela Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), celebra as personalidades femininas que se destacaram no cenário político do estado.

A homenagem marca também o Dia Nacional da Mulher, comemorado no dia 30 de abril, data em que nasceu a enfermeira Jerônima Mesquita, pioneira na revindicação do voto feminino no Brasil. A cerimônia de entrega aconteceu no auditório da CSB, na Cinelândia, e reuniu mulheres que se destacaram na luta político-partidária e na sociedade civil.

Ao receber a placa da condecoração, Kátia ressaltou a necessidade de promover o empoderamento das mulheres no Brasil, estimulando para que participem mais dos espaços de decisões políticas. “Vejo que a mulher empoderada é aquela com a autoestima elevada. É a mulher que sabe o que quer e sabe aonde vai chegar. Precisamos honrar nossas saias e entrar na política”, afirmou.

Kátia Lôbo, que milita no PMDB há 35 anos, lembrou as realizações do partido no Rio voltadas para a população feminina, como o acesso à vacina contra o HPV na rede pública de saúde para meninas entre 9 e 13 anos. “Fomos até Brasília também, sensibilizamos o Ministério da Saúde e virou uma lei nacional”, disse a presidente. Entre as próximas ações do PMDB-RJ, Kátia divulgou a Campanha Maio Roxo, que tem como objetivo conscientizar a população fluminense sobre o lúpus, doença crônica que atinge majoritariamente as mulheres.